Se for para vir, que venha para ficar.
Traga suas malas, suas coisas, seus sonhos e pesadelos, traga os sorrisos e também as lágrimas que dessas cuido eu.
Eu não tenho tempo pra joguinhos, pra idas e vindas.
Ou é, ou não é!
Não bata a minha porta com apenas uma malinha nas mãos, com poucas coisas, "apenas para um fim-de-semana".
Mantenho sim, ainda que não devesse, as portas, as janelas, e até a tampa da chaminé fechadas... Não quero o que não fica, o que é passageiro, o que vem no plural, o que é comunitário.
Me venha singular, impar, me venha!
Ai então, eu te vejo daqui de dentro da casa do meu jardim pelas janelas transparentes, entre as rendas da cortina, com a cara de bobo, e o sorriso de raios de sol, e só assim eu andaria até a porta e a abriria para ti.
Te carrego nas costas, se precisar, levo a minha e a tua cruz, aliviaria o teu fardo, sem pestanejar... mas apenas se tu me viesse de "mala e cuia".
Cultivo o meu jardim aqui dentro, trancafiado, no egoísmo do meu ser, porque as Borboletas tem vida curta, sim eu sei, mas quando eu abrir a porta e ver TODAS as malas frente a ela, aí eu abro as janelas, faço ventar, canto para garoar(...) só para dar a essas Borboletas um lindo arco-íris.
Você não entendeu ainda? Como não consegue entender o que eu deixo tão obvio?!
- SÓ me venha se for com todas as malas, com todas as bolsas, todas as quinquilharias e trecos teus, SÓ me venha se for inteiro, se for para ficar... nem que seja até que as Borboletas já então fadigadas, se deixem morrer para virar pequenas estatuazinhas da coleção. Pois se não for assim... eu não quero, NÃO NÃO!
*-_-* Panda - Mala como El Veneno (engraçado como Mala em espanhol, é MAL, e eu lhe peço para vir com todas suas MALAS.)
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