terça-feira, 14 de setembro de 2010

E agora?

-Você deve se jogar, sem medos... é preciso se machucar também, para sentir-se vivo.
-Mas eu não posso!
-Como isso?
-Na minha vida, não há tempo para ser uma bonequinha, ou uma garota frágil... no meu mundo, isso não cabe.



E aí que eu decidi fugir... "correr pra bem longe".
Eu já conheço esse jogo, já jogue uma vez, e me dei mal.
Não quero mas jogar, eu não suporto joguinhos.
Ser direta as vezes assustas, mas eu prefiro as coisas as claras, sabe?
"quando tu vai na vendinha, e dá 2 reais pra comprar 6 ovos, tu sabes que irá receber 6 ovos, nem a mais e nem a menos"

-Eu já sei isso de cor... haha
-Ok, desculpa. É que eu estou naquela ponto, onde um passo a mais, me torno frágil, onde perco o controle da situação plenamente...

Pensei, pensei... pensei demais.
Tirei conclusões, fiz comparações, e aí decidi.
Então o telefone toca no decorrer do dia, e eu sei que é você!
Faltou coragem pra responder? Por que tu não falou nada? Tudo bem, tudo certo, como dois e dois são cinco.
Estou construindo um murinho aqui, pra me separar de você, tá?! Então por favor, não ligue se as coisas mudarem....
Mas aí, sem mais e nem menos, o telefone tocou, e dessa vez ele respondeu... Eu já sabia que era você antes mesmo de anteder, mas só o teu "Oi!" já bota o brilho de volta em meu olhar... e como um castelo de cartas, o murinho se desfaz.
Aí eu aproveito pra correr, enquanto você não se faz presente por perto (além de apenas em meus pensamentos), pra ver se dá tempo de refazer o meu "murinho" e até deixar ele maior, até você voltar...
Por( )que eu preciso resistir(?)!
Não dá pra jogar com você, pois só a sua lembrança já consegue desequilibrar todas as minhas estrategias.
E agora?
Me diz, eu te peço, E AGORA?

Nenhum comentário:

Postar um comentário