
O quanto é difícil aceitar, quando me olho no espelho, e vejo que meus olhos brilham da cor da paixão.
Me recuso a aceitar, prefiro não acreditar que me permiti cair nos laços dos sentimentos inconstantes, que pegam fogo, consomem, que ardem, que nos deliciam...
Mas o maior problema mesmo, são teus jogos. Esse teu vai-não-vai!
Se tu vens aqui, e me diz:"Olha toda vez que penso em você, as Borboletas visitam meu estômago, e meu jardim floresce e se perfuma", eu me entregaria, me jogaria de cara do 17º andar, acreditando que teus braços poderiam me segurar.
Mas o problema é que tu não vem, não é sincero, não é direto, não pára com o jogo... e as MINHAS Borboletas enlouquecem...
Pensam em suicídio, tentam arrancar as próprias asas, se jogam nas plantas carnívoras... Porque essa indecisão, essa confusão... esse questionamento!
É isso(!): Esse questionamento que fico me fazendo todos os dias: ele me dilacera... e é por isso que me recuso.
Por isso, todos os dias, quando levanto e olho no espelho, paro... e repito a mim mesma: "Não, sua tola, isso não é nada... a brisa vai levar embora, é só você deixar que ela leve. Se recuse a aceitar. Se recuse a permitir... Se recuse, se recuse!!!"
Mas com seus joguinhos, tu vens de mansinho, e eu me-entrego-não-me-entregando.
Então é só pedir, que eu vou...
Eu me recuso, mas se me pedires, me entrego, e te entrego todo esse sentimento que trava uma batalha entre os gritos e o silêncio aqui dentro.
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